Estudo para Células MEDO – Uma forma de sermos paralisados – Parte 1

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“No amor não há medo antes o perfeito amor lança fora o medo.” (I João 4:18)

A Bíblia diz que somos de Deus, mas o mundo jaz no maligno. “Sabemos que somos de Deus, e que o mundo jaz no maligno.” (I João 5:19). Mesmo sendo filhos de Deus, não estamos no Céu, moramos neste Planeta chamado Terra. E, quanto à Terra, quanto ao mundo, a Bíblia diz que ele está sob o domínio do maligno. E viver em um mundo que está sob o domínio do maligno nos faz enfrentar algumas consequências, devido os dias maus. Por isso, somos ensinados, através da Palavra, a remir o tempo. “Remindo o tempo; porquanto os dias são maus.” (Efésios 5:16)

Quando não temos a consciência de que somos cidadãos dos Céus, habitando em um Planeta governado por nosso maior inimigo, sofremos os dias maus sem saber remir o tempo, sem viver com a autoridade que nos foi conferida por Deus.

Com tudo isso, nossas emoções são muito atingidas e é nossa missão lutar para alcançar uma mente saudável, a mente de Cristo, à qual temos direito, uma mente ungida que pensa pelos padrões do Céu e não pelos padrões da Terra. Atingidos nas emoções, sofremos consequências sérias como o MEDO, assunto sobre o qual vamos estudar agora.

 

MEDO

Diante de tantas formas pelas quais podemos ser paralisados, e não irmos em busca dos nossos sonhos, não alcançando tudo que Deus tem para nós, encontramos o medo.

O medo tem o poder de nos paralisar no espírito – afastando-nos de Deus; na alma – fazendo com que pensemos que Deus não nos aceitará por nossos defeitos; no físico – quando as reações no nosso corpo nos impedem de agir.

A primeira vez que a Bíblia fala sobre medo é em Gênesis 3:9. “E chamou o Senhor Deus a Adão, e disse-lhe: Onde estás? E ele disse: Ouvi a tua voz soar no jardim, e tive medo, porque estava nu, e escondi-me.”

A primeira quebra de relacionamento entre o homem e Deus foi causada pelo medo. Adão havia pecado quando desobedeceu ao Senhor e deu ouvidos à mulher, isso é fato, mas foi o medo que fez com que ele se escondesse de Deus, tendo assim uma atitude de covardia e de fraqueza. No lugar de reconhecer o erro, Adão, antes, escondeu-se de Deus.

O QUE É O MEDO

A palavra medo vem do latim, metus, e significa perturbação, angústia diante de um fato, um risco, uma ameaça, seja de origem real ou imaginária. O medo é uma emoção que causa receio, apreensão, sensação desagradável.

Do ponto de vista bíblico, o verdadeiro amor lança fora todo o medo. Mas isso não significa que não teremos uma reação negativa a algo que nos cause pavor. Tanto que a ciência explica, do ponto de vista neurológico, que o medo é uma forma comum de organização do cérebro com a ativação da amígdala alojada no lóbulo temporal. Ou seja, nosso corpo é preparado para reagir com medo sobre situações que não nos são comuns.

Agora, deixar que esse medo vire pavor, é outra história. E a Psicologia explica que o medo é prejudicial quando se torna um estado afetivo e emocional que ultrapassa a necessidade do organismo de se adaptar ao meio. Afinal, o medo natural ao desconhecido é benéfico, mas quando passa a ser um estado de perturbação, que faz com que o indivíduo viva apreensivo e à espera de que algo ruim aconteça, isso é maléfico.

Considero que existe o medo benéfico, sim. Porque existem situações nas quais o medo nos coloca em estado de alerta e ficamos atentos ao que pode acontecer. Assim, evitamos muitos riscos de perigo. Nesse caso, o medo seria um estado de prudência. Sabemos que pessoas imprudentes, que dizem não ter medo, e que são corajosas, podem acabar expostas a situações perigosas que poderiam ser evitadas.

A CONSEQUÊNCIA DO MEDO

Pelo fato de o medo ser uma emoção nociva, tóxica (refiro-me ao medo paralisante), a consequência dele é terrível para o ser humano. Paralisados por uma sensação de “eu não vou conseguir”, “eu não posso”, muitos têm deixado de correr em busca dos seus sonhos.

O medo desencadeia no organismo a liberação de hormônios, como a adrenalina, e os batimentos cardíacos aceleram, ficamos ofegantes e paralisados. Afora outras sensações que o medo causa como contrações musculares, boca seca, esquecimento, empalidecimento, tremedeiras, etc.

Quando diante de fatos simples o medo é alarmante, então considera-se um transtorno patológico, uma fobia. Se isso acontece, a pessoa necessita de tratamento, de acompanhamento psicológico, porque não tem forças para vencer sozinha, não consegue sequer sair do lugar em que está para lutar contra o medo que a assola.

O tratamento é aconselhado porque, nesse caso, o medo já se tornou um tipo de fobia. Conversando com uma profissional, descobri que o tratamento é relativamente fácil, contudo, requer dedicação do paciente e disposição para receber ajuda terapêutica. Isso faz com que os resultados sejam, quase sempre, muito significativos.

As consequências do medo são diversas. Não há como enumerá-las. Mas é fato que na geração que vivemos, a humanidade vive assolada pelo medo. Medo de ser roubado, medo de doenças, medo de acidentes, medo de não saber como reagir diante das circunstâncias. Perdemos a noção de que o medo deveria apenas ser uma sensação que nos colocasse em estado de alerta para algo que pudesse representar perigo e fomos para outro extremo, o medo que virou transtorno, que virou fobia.

É comum observarmos como as pessoas, cada vez mais, dão uma atenção exagerada a tudo que ocorre ao redor. Vivemos assustados com tudo e com todos. Parece que a humanidade deixou que o medo a conduzisse para um estado de pânico.

Continua…

Fonte: MIR12

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